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Alok faz álbum em parceria com mais de 60 músicos indígenas e vai a pré-lançamento em Los Angeles

A indústria da música americana pôde conhecer, em primeira mão, a colaboração musical feita por Alok e artistas indígenas do Brasil. Juntos, líderes de diversas etnias e o DJ se apresentaram na noite de segunda-feira (25) no Grammy Museum, em Los Angeles, nos Estados Unidos.

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O evento marcou o pré-lançamento do álbum “O Futuro é Ancestral”, que será lançado em 19 de abril, Dia dos Povos Indígenas.

Ao lado de Alok, nomes como Mapu Huni Kuin, Brô MC’s, Rasu e grupo Yawanawa e Owerá MC também participaram da cerimônia.

“Esse é um projeto global. Você não precisa entender a língua Huni Kui ou Yawanawa para sentir o que eles têm a dizer. Eu fico muito feliz de poder ser uma plataforma para potencializar as vozes deles”, afirmou Alok à GloboNews.

De acordo com o G1, o álbum é resultado de mais de 500 horas de trabalho em estúdio entre o DJ e produtor e mais de 60 músicos indígenas.

O objetivo do projeto é difundir a importância da música na visão de mundo dos povos originários, além de mostrar a força da canção ancestral do Brasil e amplificar a voz e sabedoria milenar dessa população.

“A gente está feliz de estar demarcando espaço, com esse álbum que é muito importante. A gente vem fortalecendo a cultura do povo indígena, especialmente do meu povo, que é o Guarani Kaiowá. É um passo importante para o povo indígena estar presente neste lugar”, afirmou Kelvin Mbaretê, do grupo Brô MCs.

O evento incluiu ainda uma roda de conversa com a antropóloga e deputada, Célia Xakriabá, e o líder Mapu Huni Kuin sobre a combinação da música, da tecnologia e da sustentabilidade como chave fundamental para a reconexão com a natureza e a preservação da vida no planeta.

“O futuro pode ser tecnológico e sustentável, mas, para isso, precisamos ouvir a voz da floresta e co-criar as soluções”, diz Alok, que doou todos os royalties como co-autor e produtor para os artistas da parceria.

Assinado pelo Instituto Alok, o projeto conta também com outras frentes de atuação, entre elas um documentário de mesmo título produzido pela Maria Farinha Filmes, já em fase final de edição, cujo trailer foi exibido no evento.

Com roteiro de Célia Xakriabá e Moara Passoni, o longa acompanha o trabalho conjunto entre os artistas e Alok, que mergulhou em uma experiência imersiva com as populações originárias como parte do processo criativo do projeto.

Não é a primeira vez que o DJ aborda temas relacionados à preservação do meio ambiente.

Alok já fez dois shows na Semana do Clima na ONU, em Nova York, entre 2022 e 2023, além de uma apresentação no Global Citizen, projeto que busca chamar atenção para causas como o meio ambiente e a extrema pobreza no mundo.

O projeto “O Futuro é Ancestral” é reconhecido pela Unesco como contribuição relevante para a “Década Internacional das Línguas Indígenas”, uma forma, segundo os organizadores, de reafirmar a importância da música para a preservação da cultura originária.

Foto: Reprodução Google.

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