Xuxa fala sobre filme polêmico no Fantástico: Não transei, aquilo é ficção

A apresentadora Xuxa Meneghel resolveu se abrir sobre o polêmico filme “Amor Estranho Amor”, de 1982, pelo qual é criticada. Segundo ela, “quem não viu deve ver” para perceber que se trata de uma obra de ficção.

“As pessoas levantam essa bandeira falando que transei com um garoto de 13 anos. Eu não transei, aquilo é ficção. Se não, o Arnold Schwarzenegger estaria preso por ter matado um monte de gente nos filmes dele”, disse, em entrevista exibida hoje no Fantástico, da TV Globo.

Xuxa afirmou que, apesar de ser uma ficção, o filme trata de uma realidade de diversos países: a exploração infantil.

“Quem não viu, por favor, veja. Fala de uma coisa atual, exploração infantil, realidade de muita gente. Essa é uma ficção, mas a realidade existe com o nome de exploração infantil”, afirmou. “Eu fazia o papel de uma menina de 15 anos vendida para um prostíbulo. Não é minha biografia, não faz parte da minha história”.

Veja a seguir outros temas abordados por Xuxa em sua entrevista.

A chegada de Sasha

“É tão difícil. Ela era pequena e eu dizia: você é a minha vida. Ela falava para não botar essa responsabilidade. Ela é meu melhor lado. Sou uma pessoa melhor por causa dela”.

O que quer para o futuro

“Eu quero uma coisa tão mais simples, ficar num lugar muito bonito, cercado de natureza, esperando meus netos chegaram, relembrar minha história. Sou uma pessoa que acredita num sonho. Se não sonhasse, não estaria aqui conversando com você. Uma pessoa que não desistiu dos seus sonhos, que viveu intensamente tudo”.

Aparência

“Quando eu comecei a trabalhar, eles me viam… tipo assim, se eu sou loira, se sou modelo, eu sou uma prostituta”.

“A gente que trabalha com a imagem se assusta. A mulher olha para mim e fala: ‘Nossa, como a Xuxa está velha, como a Xuxa está feia, como a Xuxa está gorda, olha a bochecha dela’. Eu estou tudo isso. Sorte que eu estou vivendo um momento de felicidade, talvez, pela maturidade”.

“Sei a importância, todo mundo sem expressão, tudo com a boca parecida, cabelo parecido. Quem sou eu para falar isso, se nos anos 1980 a gente seguia um padrão de beleza. Hoje eu não faço (botox), mas não quer dizer que um dia eu não possa fazer”.

“Eu faço parte de um momento lúdico (das pessoas), o imaginário deles. Se me veem velhos, é porque eles estão velhos, eles não querem envelhecer”.

Livro “Maya, bebê Arco-Íris”

“Aqui em casa veio morar a Fabi e a Vavá, com minha afilhada Maya”, inspiração para o livro. Vi o quanto se prepararam para ter, desejaram ser mãe. Maya é amor. Preconceito e discriminação vêm do homem, não de Deus. Fizeram campanha pro livro não sair”.

“Não (me apaixonei por outra mulher), mas se me apaixonasse todo mundo iria saber, não vejo como coisa errada. Amor é muito mais forte, amor é amor. Dois homens podem se amar, um homem e uma mulher, duas mulheres. Eu acho que a gente não tem que botar um rótulo nisso daí. Amor é amor, não importa o sexo”.

Livro “Memórias”

“Se eu tivesse cedido (para assédios), não seria a pessoa que sou hoje, mas chorei por ter visto muitas vezes. Teve uma pessoa que botou um bolo de dinheiro para ficar perto dele ou sair com ele”. “Teve um cara que queria só sair no Paraguai pagando tanto”.

“O machismo era muito forte nos anos 80”. “A loira burra, loira objeto. Eu me via nessa tribo”.

“[Hoje] eu acho que nem responderia, hoje consigo olhar com pena”.

Padrão de beleza das Paquitas

“Estavam seguindo uma beleza imposta naquela época, era uma coisa que eu não queria, que mudassem a cor do cabelo [para loiro]. Elas acabavam fazendo isso porque tinha mais espaço para as loiras, era tipo a Barbie. Antes da paquita, tem que falar das princesas. Não adianta botar no meu colo”.

Crédito imagem: Reprodução TV Globo

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