O presidente Jair Bolsonaro voltou a afirmar na manhã desta segunda-feira (13/07) que o combate ao novo coronavírus foi marcado pela “desinformação” e pelo “pânico”. A declaração ocorreu por meio de uma publicação nas redes sociais. Embora não tenha feito uma citação direta, o chefe do Executivo deixa subentendida uma crítica aos governadores e prefeitos que vem adotando medidas de restrição em meio ao covid-19 e declarou que “os números da verdade perseguirão os que pensaram mais em si próprios do que na população”. No entanto, não esclareceu sobre quais números se referia.

“O pânico foi disseminado fazendo as pessoas acreditarem que só tinham um grave problema para enfrentar. Os números da verdade perseguirão para sempre aqueles que pensaram mais em si do que na vida do próximo”, escreveu. A postagem vem acompanhada de um vídeo intitulado “Censura facial”, onde um narrador critica o deputado federal Marcelo Freixo (Psol-RJ) por protocolar uma representação junto ao MPF para que Bolsonaro respondesse por crimes contra a saúde pública ao ter retirado a máscara durante uma coletiva onde anunciou testar positivo para o coronavírus. Segundo o vídeo compartilhado por Bolsonaro, a chance de contágio neste caso “não existe”. No áudio, o narrador também questiona as multas pelo não uso de máscaras.

Segundo o msn, em publicação ontem (13) em suas redes sociais, intitulada “a hora da verdade”, o presidente também falou sobre a crise econômica em meio a pandemia e defendeu que o auxílio emergencial do governo tem ajudado a manter a economia do país.

“Milhões de empregos destruídos, dezenas de milhões de informais sem renda e um país na beira da recessão. A situação só não está pior pelas ações do Governo Federal que foi ao socorro das pequenas e médias empresas, arranjou recursos para estados e municípios e está pagando Auxílio Emergencial de R$ 600,00 para mais de 60 milhões de pessoas”.

E completou: “A desinformação foi uma arma largamente utilizada. O pânico foi disseminado fazendo as pessoas acreditarem que só tinham um grave problema para enfrentar. Sempre disse que o efeito colateral do combate ao vírus não poderia ser pior que o próprio vírus.”.

Ao final, Bolsonaro ressaltou que “não será fácil, mas havemos de recomeçar”.

Foto: Marcelo Camargo.

Comentários