Política está hoje muito melhor, diz dono da CNN Brasil

A CNN Brasil, franquia do canal de notícias, foi lançada na noite de segunda (9) com um pronunciamento de princípios feito por Rubens Menin, controlador do empreendimento, com 65% do capital. A emissora vai ao ar no próximo domingo, às 20h, por TV paga.

Segundo a Folha de S.Paulo, ele começou respondendo por que investir no canal, pergunta que diz ouvir constantemente. “Sou brasileiro, amo este país. Temos negócios neste país. E o que a gente mais quer é que este país vá para a frente. Só isso já seria suficiente para levar este projeto adiante.”

Mencionou outros “pontos importantes, o primeiro deles” sendo que o Brasil é “um lugar onde se faz negócios com dificuldade”. Segundo Menin, “a imprensa com toda certeza vai ajudar muito nesse quesito”. Concluiu, de maneira geral: “Em 2013, claramente, a população foi às ruas e deixou uma mensagem.

Muita coisa aconteceu depois de 2013. Sou otimista. Eu vejo a política hoje muito melhor do que no passado. Ainda não é a ideal, estamos evoluindo, vamos melhorar mais”. Estiveram no lançamento na Oca, no parque Ibirapuera, o presidente em exercício, general Hamilton Mourão, os presidentes da Câmara e do Senado, Rodrigo Maia e Davi Alcolumbre, e o presidente do Supremo, Dias Toffoli, além de quatro governadores.

Maia defendeu, em seu discurso, “os valores democráticos, como a liberdade de imprensa”. Alcolumbre destacou a necessidade de “confiança nas instituições”, afirmando que “o enfraquecimento das instituições é o enfraquecimento da democracia”.

Mourão deu “boas vindas à CNN no Brasil, em nome do presidente Jair Bolsonaro”. E disse estar “almejando que a sua inserção no mercado da notícia no país areje e dinamize essa instituição fundamental para nossa democracia, que é a imprensa”.

Foi o único a citar a presença da “senhora Regina Duarte, nossa secretária especial da Cultura”, o que estimulou aplausos. Ao longo do dia, ela havia sido criticada pelo ministro da Secretaria de Governo, general Luiz Eduardo Ramos, e teve uma nomeação derrubada pelo Palácio do Planalto.

Foto: Bruno Santos.

Comentários