Sikêra Jr. cita fakenews sobre Coronavírus em entrevista com Bolsonaro

O apresentador Sikêra Jr., do programa Alerta Nacional, da emissora Rede TV, citou uma fakenews durante uma entrevista com presidente Jair Bolsonaro, no início da noite desta segunda-feira (30). Na resposta, Bolsonaro endossa a notícia sem comprovação dizendo “ter conhecimento desse fato e de outros” e questionou a veracidade dos números das mortes pelo novo coronavírus.

Em uma pergunta sobre a contabilização das mortes em decorrência da pandemia, o jornalista informou como caso verídico a notícia falsa de que um borracheiro teria morrido com a explosão de um pneu e que sua certidão de óbito foi emitida como vítima da Covid-19.

“Já começa a aparecer algumas mortes por outras causas e estão colocando na conta do coronavírus. Eu vou dar um exemplo que aconteceu no final de semana em Pernambuco, vamos conferir se procede. Um borracheiro, consertando, trocando um pneu, estourou no rosto dele a calota, e no atestado de óbito dele colocaram como coronavírus. O senhor tem conhecimento disso? Se realmente estão colocando na conta do vírus?”, perguntou Sikêra.

Bolsonaro, ao responder, afirmou ter “conhecimento desse fato específico” e voltou a questionar dados passados pelas secretarias estaduais de Saúde.

“É, temos conhecimento desse fato específico que você falou, bem como de outros. Parece que há interesse de alguns governadores de inflar o número dos óbitos vitimados do vírus. Daria mais respaldo para ele para talvez mais recursos ao governo federal, para justificar as medidas que tomaram. Para dizer: ó, se não tivesse tomado essa medida no meu estado a crise seria mais grave, mais gente teria morrido”, afirmou Bolsonaro.

A FAKE NEWS

A fakenews citada por Sikêra circulou nas redes sociais neste final de semana e precisou ser desmentida pela própria Secretaria de Saúde do Pernambuco.

A corrente falsa trazia o texto “gente, o primo do porteiro do meu prédio morreu porque foi trocar o pneu do caminhão e o pneu estourou no rosto dele. Receberam o atestado de óbito como se fosse covid 19. Eles estão indignados”.

A mensagem variava entre caminhoneiro e borracheiro, e era acompanhada de uma imagem de uma certidão de óbito.

Crédito imagem: Reprodução

News Paraíba com Yahoo! Notícias

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