Claro
Escuro

Governo estima déficit primário de R$ 65,91 bilhões em 2023

As contas públicas do Governo Central (Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central) deverão fechar 2023 com déficit primário de R$ 65,91 bilhões. A meta fiscal consta do Projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2023, enviado hoje à noite (14) ao Congresso Nacional.

- Continua depois da Publicidade -

O déficit primário representa o resultado das contas do governo desconsiderando o pagamento dos juros da dívida pública. Com o déficit previsto para o próximo ano, esse será o décimo ano seguido de contas públicas no negativo.

O projeto da LDO prevê déficits até pelo menos 2024, totalizando 11 anos seguidos de resultados negativos. O texto projeta déficit de R$ 27,89 bilhões em 2024 e superávit primário de R$ 33,7 bilhões em 2025.

Apesar de mais um resultado negativo para o próximo ano, o déficit é inferior à meta de R$ 170,5 bilhões estipulada para este ano. Por causa da melhoria da arrecadação nos últimos meses, o Ministério da Economia avalia que essa meta será cumprida com folga. No fim de março, a pasta tinha reduzido para R$ 66,906 bilhões a projeção de déficit primário para este ano.

Precatórios

Tradicionalmente, a LDO contém um anexo de riscos fiscais de médio prazo. O projeto enviado nesta sexta-feira ao Congresso estima um risco de R$ 859 bilhões com decisões judiciais desfavoráveis. Entre essas ações, estão dívidas ligadas ao antigo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental (Fundef). Nos últimos anos, os estados têm conseguido ganhar, na Justiça, o direito de receber a diferença entre os valores recebidos no Fundef e o montante devido pela União.

As dívidas do Fundef foi um dos principais fatores que levaram o governo a conseguir a aprovação, no ano passado, das emendas constitucionais que parcelaram o pagamento de precatórios (dívidas reconhecidas definitivamente pela Justiça) e mudaram o cálculo do teto federal de gastos. Os outros fatores usados pelo governo para a aprovação das propostas de emenda à Constituição foram o impacto da inflação sobre gastos obrigatórios, como a Previdência Social, e o pagamento do benefício de R$ 400 do Auxílio Brasil, que vigorará até o fim deste ano.

De acordo com o ClickPB, o PLDO traz parâmetros que orientam a elaboração do Orçamento do ano seguinte. Em tese, o projeto precisa ser aprovado pelo Congresso Nacional até o fim do semestre legislativo, na metade de julho. Caso contrário, a pauta do Congresso ficará trancada.

Foto: José Cruz/Agência Brasil

Mais Lidas

OITO ANOS INELEGÍVEL: Câmara de Cabedelo reprova contas do ex-prefeito Leto Viana

Em sessão realizada na noite desta terça-feira (09), a Câmara Municipal de Cabedelo acompanhou o parecer do TCE-PB e reprovou as contas...

Profissionais do HNSN participam do Congresso Internacional de Cardiologia Rede D’Or, em SP

Aconteceu entre os dias 5 e 6 deste mês o Congresso Internacional de Cardiologia Rede D’Or. O evento, realizado em São Paulo,...

Ao lado de Alckmin, João Azevêdo tem candidatura à reeleição homologada diante de multidão, em João Pessoa

A população paraibana mostrou que está firme, forte e junta ao governador João Azevêdo (PSB), que teve sua candidatura à reeleição homologada...

Efraim comemora aniversário da capital paraibana. “Um orgulho imenso ser filho de João Pessoa” 

Dia 5 de agosto é um dia histórico, quando se comemora o aniversário de uma das cidades mais antigas do país. Conhecida...

Luciene declara apoio à reeleição de João Azevêdo e destaca união de forças pelo bem de Bayeux

A prefeita de Bayeux, quarta maior cidade da Paraíba, Luciene de Fofinho (PDT), declarou, nesta sexta-feira (5), apoio à pré-candidatura à reeleição...