Com as partidas de Marcus e Maroja, Panta aprendeu da pior maneira: Ele não lidera nada nem ninguém; claque não é grupo; existe oposição em Santa Rita

Com todo o respeito que o momento exige, e não é pouco o meu respeito à família Ribeiro Coutinho, traduzido na cuidadosa cobertura que foi dada à morte de Marcus Odilon por parte do News Paraíba, mas uma análise há de ser feita dos acontecimentos ocorridos no dia de hoje, durante o féretro e o sepultamento do nosso ex-líder político.

Ao reunir cerca de 99% da classe política local, Marcus Odilon do alto do sono que dorme, com o seu espirito já recebido por Deus, mostrou a Emerson Panta que toda sua arrogância é um grão de areia perto da força que o povo de Santa Rita possui e do poder de mudanças que se propõe e conquista, quando quer. Assim foi em 2016, quando o elegeu.

Panta vive, desde os seis meses de governo, mais ou menos, depois que ele mesmo cuidou em quebrar todo o encanto, toda expectativa em torno da sua chegada à prefeitura, com atitudes duvidosas que depois se transformaram em pura tirania, um processo de autoconvencimento de que ainda é aquele mesmo que Santa Rita idealizou quando o elegeu, fazendo dele o político mais votado da história do município.

Na verdade, o que se percebe é que precisou que Maroja e Marcus partissem para que Emerson entendesse a sua insignificância diante do verdadeiro significado da palavra “liderança”.

“Só teve Marcus Odilon e Maroja, o resto nenhum prestou”, repetia o povo Santa Rita afora.

A frase foi ouvida pela população em todos os recantos da cidade por onde o cortejo de Marcus passou e comprova o quanto o doutor anda em baixa com o povo desta cidade. A decepção é clara e evidente.

Não existe espólio eleitoral. O prefeito não repete mais em 2020 a votação que obteve em 2016 simplesmente porque os votos nunca foram dele. O voto lhe foi confiado para que um novo ciclo de trabalho e progresso fosse iniciado, o que não aconteceu.

Rodeado de “soldados” amarrados à folha da PMSR, pagos com salários rasos, bancados pelo erário e mantidos pelo contribuinte santarritense, Panta sentiu o golpe ao compreender que o amor do povo, de servidores e de aliados não se conquista com dinheiro ou com a truculência habitual com que trata as situações diversas vividas no seu cotidiano, como tem sido desde janeiro de 2017, transformando a prefeitura e o que dela é inerente em um puxado da Granja Pantanal, quando confunde facilmente os interesses da coletividade com uma espécie de vassalagem que se agacha diante da chibata de um senhorzinho de latifúndio mimado e prepotente que tem certeza ter tomado para si uma cidade inteira e busca no seu dia a dia aniquilar quem se “atreve” a cruzar o seu caminho.

Panta aniquila e abduz parte da classe política e intimida pessoas que se propõem a jogar o seu jogo por necessidade, subjugam-se aos seus caprichos por não terem ainda a noção de que está na sua união a força que se contraporá ao projeto de poder instalado no Paço Municipal da Rainha dos Canavais, e foi isso que ele viu hoje.

Acuado num canto de parede tendo como sua única companhia a primeira-dama Jane Panta, ignorado pelos quase 100% dos presentes que ali estavam para prestar suas últimas homenagens a Marcus, Panta teve tempo para olhar de forma ampla o cenário e apercebeu-se que ali estavam adversários mais do que suficientes para derrotá-lo em outubro. Essa visão causou efeitos imediatos no alcaide, ao tempo que esses mesmos adversários circulavam e transitavam bem entres as pessoas que ali estavam.

Emerson age, com a força da máquina administrativa, para eliminar grupos adversários para evitar a disputa eleitoral, e só evita a disputa quem tem a certeza que não pode com ela. É o caso do atual mal fadado e fracassado prefeito de Santa Rita.

Cabe aos grupos da oposição fazerem a mesma leitura que Panta fez hoje. Basta sinalizarem para o agrupamento e a unidade política e o atual inquilino da prefeitura sabe que ficará difícil a sua reeleição.

Outro dado importante a ser levado em consideração é que dentro do espectro e densidade eleitorais mostrados hoje, Flaviano Quinto, herdeiro de Marcus Odilon e que não tem demonstrado interesse em participar da eleição, tem a musculatura, a partir de agora, para unir essas oposições, se não como candidato, como articulador e defensor do legado do pai. Afinal, imagine o poder de persuasão de um cabo eleitoral do tamanho de Quinto em cima de um palanque falando em nome de Marcus.

Hoje, Estefânia e Quinto são os maiores cabos eleitorais de Santa Rita, há de se convir.

O encontro proporcionado pela morte de Marcus Odilon à política de Santa Rita nesta terça-feira de Carnaval causará desdobramentos futuros, mudanças de estratégia e até de atitudes em diversos agente políticos, cada com a sua motivação.

Está claro que, tendo uma liderança consistente a que se pegar e confiar o futuro da cidade, a população de Santa Rita, cansada de expectativas frustradas e de uma gestão meia boca depois das tempestades que viveu, não escolherá Panta novamente como líder do processo de mudança que ainda esperam e que ficou longe de acontecer sob os cuidados do atual prefeito.

Hoje viu-se um Panta atordoado e assombrado, pela segunda vez, perante a força do legado dos líderes de verdade, coisa que está longe de ser. Ficou claro, ele acusou o golpe.

Marcus já é eterno no coração do santarritense, e onde está não lhe interessa mais a política da cidade nem o que farão dela. Assim como Maroja, sua missão foi muito bem cumprida.

Agora, está nas mãos de Adones, Juca, Zé Paulo, Vanda, Major Neto, Joelma e demais interessados na cadeira de prefeito se convencerem que não há outro caminho além da união dos seus grupos para encerrar mais este ciclo danoso à cidade de Santa Rita e derrotar Panta e sua máquina incompetente.

Germano Costa
para o News Paraíba

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