Luz na Infância: 38 pessoas são presas por suspeita de exploração sexual infantil

38 pessoas foram presas na manhã desta terça-feira (18) durante a 6ª fase da Operação Luz na Infância.

Segundo a Agência Brasil, o número deve aumentar porque a ação para identificar autores de crimes de abuso e exploração sexual contra crianças e adolescentes, ainda está em curso.  

Coordenados pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, policiais civis em 12 estados, de todas as regiões, cumprem 112 mandados de busca e apreensão.

A Ação ocorre simultaneamente no Brasil e em outros quatro países: Estados Unidos, Colômbia, Paraguai e Panamá. Não há, necessariamente, ligação entre os acusados.   Dados sobre as ações nos outros países não foram divulgados até agora.  

No Brasil, as prisões ocorreram durante as buscas, porque os policiais encontraram material com pornografia infantil armazenado em computadores dos acusados.  

A pena para quem guarda esse tipo de conteúdo varia de 1 a 4 anos de prisão.  

A maioria – 14 – foi detida no estado de São Paulo, mas os alvos da operação também estão em Alagoas, Ceará, Piauí, Acre, Mato Grosso, Goiás, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.  

Um dos presos é professor história e segundo as investigações, ele agia dentro da escola.  

O coordenador do Laboratório de Operações Cibernéticas, do Ministério da Justiça, Alessandro Barreto, detalhou o caso.   Sonora: “Se constatou que ele colocava uma câmera escondida, no colégio, chamava as crianças e adolescentes inventado histórias pra tentar obter imagens em posições íntimas.”  

Por produzir conteúdo relacionado a exploração sexual, o professor pode ser condenado a prisão de até 8 anos.   Fotos já divulgadas dos quartos dos acusados mostram estantes cheias de brinquedos, super-heróis misturados a bonecas em posições pornográficas e arquivos com pornografia infantil armazenados em computadores e mídias como CDs.  

Mais de 600 pessoas já foram presas, se contabilizadas todas as fases da Luz na Infância. Entre os detidos desde outubro de 2017, estão pessoas de 17 a 80 anos de idade, de todas as classes sociais.

Foto: Reprodução Google.

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