Disney não consegue compradores e Fox Sports deve se fundir com a ESPN

Desde que a Disney anunciou a compra do Grupo Fox no início de 2019, o império midiático dos Estados Unidos começou a incorporar ao seu conglomerado de canais em diversos países. No Brasil, isso gerou um pequeno empecilho.

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) travou a fusão da ESPN, que já pertencia à Disney, com a Fox Sports pois julgou que isso se configura na categoria de monopólio, obrigando o conglomerado a vender o canal esportivo que chegou ao Brasil em 2012. O órgão exigiu a venda da Fox Sports em um prazo de seis meses, mas isto acabou não ocorrendo.

O LANCE! apurou que interessados não faltaram para adquirir o canal, mas diversos fatores atrapalharam o negócio. Alguns decidiram usar a obrigação de venda para estipular valores que não agradaram. Outros interessados queriam apenas aproveitar o equipamento e os direitos de transmissões. E, por último, alguns se desapontaram com os valores operacionais que a emissora possui e julgaram como um mau investimento.

O Cade julgou que a Disney não dificultou o processo e decidiu rever a decisão de proibição da venda, se direcionando para uma provável aprovação da fusão. Caso contrário, a decisão seria decretar o fim da emissora.

Resta apenas o órgão público bater o martelo para decretar a fusão, segundo fontes. Mas uma coisa é certa: com a aprovação da fusão, a Disney possui, em contrato, o direito de utilizar a marca “Fox Sports” por cinco anos. Mas isso não deve acontecer, e o canal deve chegar ao fim no Brasil e deve ser utilizada como ESPN.

Segundo o msn, a ESPN irá herdar todos os direitos de transmissões sob contrato com a Fox Sports, assim como todo o equipamento e a estrutura que a emissora dispõe.

Após o fim do prazo, em outubro, muitos funcionários da Fox ficaram preocupados, sendo que alguns já deixaram a empresa. O primeiro nome conhecido a acertar sua saída foi o comentarista Paulo Vinícius Coelho, o PVC, que sacramentou sua ida para o Sportv. Segundo a apuração do LANCE!, um dos motivos que fizeram o jornalista a seguir outro caminho na carreira foi o desejo de não retornar a sua antiga emissora por questões pessoais.

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