95% de quem aborta não se arrepende, aponta levantamento

Protesters hold signs as they rally in support of Planned Parenthood and pro-choice and to protest a state decision that would effectively halt abortions by revoking the center's license to perform the procedure, near the Old Courthouse in St. Louis, Missouri, May 30, 2019. (Photo by SAUL LOEB / AFP) (Photo credit should read SAUL LOEB/AFP/Getty Images)

De acordo com um estudo publicado no periódico científico Social Science & Medicine ontem (12), a grande maioria das mulheres que realizam um aborto não se arrependem da decisão. Liderada por cientistas da Universidade da Califórnia em São Francisco, a pesquisa acompanhou 667 mulheres de 21 estados dos Estados Unidos, ao longo de cinco anos.

Segundo a Veja, como resultado, o trabalho revelou que 95% das participantes do estudo acreditam ter tomado a decisão correta quando escolheram abortar. Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores perguntavam às mulheres se elas sentiam tristeza, culpa, alívio, arrependimento, raiva ou felicidade em relação à escolha. A opção mais popular foi o alívio.

Segundo o estudo, imediatamente depois do aborto é comum que a mulher sinta alguma mistura de emoções, como culpa e alívio, simultâneos. Contudo, após os primeiros dois anos, ela passa a relatar sentimentos estáveis, além de, usualmente, a certeza de que fez o que era melhor.

Para a autora principal do artigo, a bióloga Corinne Rocca, a pesquisa desbanca um dos principais argumentos de quem é contrário ao aborto. Segundo ela, é comum que digam que a proibição do aborto protegeria as mulheres do dano emocional que elas sofreriam ao abortar. No entanto, de acordo com o trabalho, não há prova alguma disso — muito pelo contrário, aliás.

Em 2015, inclusive, Rocca havia liderado outra pesquisa, com o mesmo número de participantes e acompanhamento mantido por três anos. O resultado obtido foi o mesmo: 95% das mulheres acreditava ter tomado a decisão acertada.

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